rompendo amarras
Até quando mulheres deste tempo de século recém nascido, continuarão sua saga de lamúrias, chororôs e culpas, gerando e gestando dominadores, dúbios, insaciáveis algozes? Até quando mulheres de todos os cantos continuarão se comportando como vítimas de destinos alheios, subterrâneas à vida pública, submersas em cotidianas repetições, rotinas, sistemas de manutenção de destinos alheios?
Assumir o protagonismo de sua existência expõe chagas, equívocos, dá direito ao erro, ao recomeçar, ao refazer-se de um novo jeito. Ousar-se humanamente, é uma forma de fazer-se nova. esta incômoda ousadia permite às mulheres o descobrir a forma masculina de descobrir-se humana. enquanto isso, cabe aos humanos homens, sentir-se incômodos no novo papel que ora peregrinam. Deixar de lado o protagonismo, sentir-se espectadores do cotidiano alheio. Permitir-se descobrir uma nova forma de sentir mais que fazer.
Estes são novos seres de um novo milênio que agora descortinamos. Impõe ansiedades, angústias, sensações desagradáveis de uma instabilidade repleta de medos.
enquanto as alianças feitas forem impregnadas pelas másculas disputas de território, pouco ou nada avançamos na construção da nova ordem. a mesquinhez humana elevada à enézima potência que ignora afeto, sentimentos, vivências, cumplicidade de ações e pensamentos, pouco teremos avancado na nossa tarefa terrena.
porque esta necessidade de projetar-se no outro, depositar no fora necessidades pessoais, criarmos ilusões ao invés de vivermos nossas fantasias. tudo que é sólido desmancha no ar, enquanto nossas fantasias tem o sabor do desconhecido esperando para ser desvendado, construído.
esta dor tamanha que nada tem de material corresponde ao tamanho das ilusões projetadas....é preciso mergulhar fundo, desvendar amarras, descortinar os sentimentos que se misturam, se embolam.